Quando alguém fala sobre Israel, qual é a primeira coisa que vem à sua mente? Normalmente, você faz uma rápida conexão com o que tem armazenado em sua memória, e isso abrange desde comentários de amigos e experiências pessoais até informações obtidas através dos meios de comunicação. Consequentemente, podemos correr o risco de ter uma visão distorcida da realidade e de nos tornarmos porta-vozes de inverdades.

Voltemos ao foco inicial. Tendo em vista todas as informações armazenadas em sua memória, que dizem respeito a Israel, e se você estivesse investido do cargo de juiz num tribunal encarregado de responsabilizar alguém como culpado pelos conflitos árabe-israelenses, qual seria o seu veredito quanto ao Estado judeu? Culpado ou inocente?

Por mais que essas perguntas não saiam do plano das ideias, fiquem imersas numa situação hipotética e praticamente impossível de acontecer, quando apresentamos as nossas opiniões para quem está ao nosso redor – ainda mais em meio à incrível acessibilidade dos nossos dias por meio da internet – nos tornamos como “juízes ideológicos”. E não são poucas as vezes em que agimos com tamanha aparência de proficiência diante de situações que desconhecemos e que, quando sabemos minimamente a respeito, as nossas fontes de conhecimento são limitadas e tendenciosas.

Condenar o Estado judeu é algo fácil, mas justificar tais condenações não é tão simples assim. Israel tem seu número de adversários multiplicado diariamente, mas o de aliados não fica muito para trás. Grande parte da mídia ocidental tem tapado seus olhos para muitas verdades apresentadas nos conflitos que envolvem os israelenses, acusando-os desmedidamente. Inúmeras matérias anunciam os bombardeios realizados por Israel, mas pouquíssimas apresentam os detalhes dessas operações que, além de contra-atacarem bases de mísseis de grupos extremistas, enfrentam a perspicácia inimiga, que por vezes utiliza escudos-humanos para sua própria defesa – o que acaba contando para sua própria vantagem, já que o número de civis mortos é apresentado na imprensa que, consequentemente, “cai em cima” de Israel.

E isso é apenas uma simples amostra da sensibilidade do conflito árabe-israelense.

Daí podem me perguntar: “E você, de que lado está? Dos israelenses ou dos palestinos?” Não posso responder nada mais nada menos que sou alguém que trabalha pela coexistência pacífica e duradoura entre ambos os povos, que procura promover, acima de tudo, ideais éticos e responsáveis diante de um conflito alimentado pela cultura da intolerância – acidentalmente ou não, semeada em grande parte por uma parte da imprensa indiferente quanto à necessidade de uma urgente resolução para o conflito. Como o senador norte-americano Hiram Johnson um dia afirmou: “Quando começa uma guerra, a primeira vítima é a verdade”.

* Jônatha Bittencourt Tem 21 anos de idade, reside Porto Alegre (RS). Estudante de Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Editor de CessarFogo.com. Especialização: Israel e Oriente Médio.

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